Tive oportunidade de acompanhar, embora não muito perto, uma gravidez de gémeas. Estas gémeas, de nome Joana e Marta nasceram ontem. E obviamente que a coincidência de nomes entre mim e a minha irmã fez-me pensar muito na minha relação com ela. Hoje, quando recebi um e-mail com uma fotos das gémeas cujo título era "manas" foi inevitável a comparação mental. A minha irmã é, desde sempre, a minha mana. A nossa relação, embora com muito sopapo, sempre foi muito próxima. Não me lembro daquela fase estúpida dos irmãos mais velhos que não querem levar os irmãos mais novos para algum lado porque são crianças. Eu e a minha irmã somos mesmo irmãs e quando alguém se refere a um amigo como um "irmão" revolta-me porque se assim é então essa pessoa não tem realmente um irmão.
Um irmão pode definir-se de várias maneiras. A minha preferida é: "um irmão é aquele tipo a quem dizemos as maiores barbaridades possíveis de imaginar e que, 5 minutos depois, já está ao pé de nós outra vez a chatear". Alguém tem um amigo assim? Duvido!
A vida cá fora
Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012
Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012
Ao contrário da Rita Ferro Rodrigues que dizia à dias que apenas escreve em momentos que não existem dor eu sempre tive tendência para o dramatismo. A saudade do que ainda aqui está e o sofrimento por antecedência sempre foram os meus maiores companheiros. Li também hoje que quem tem um blogue raramente o encerra. Muitas vezes deixa-o para aí a morrer como eu o tenho feito mas raramente lhe dá a machadada final.
E hoje tenho dor. Uma dor estúpida que me faz chorar sem controlo. Uma dor por alguém que esta cá mas que poderá não estar daqui a um tempo. Uma semana, um mês, um ano, cinco, dez, mas saber que a posso perder tem sido a minha dor ultimamente. Tem sido essa dor que me tem atormentado ultimamente mesmo sabendo que estou a ser a pessoa mais estúpida do mundo por me sentir assim....
E hoje tenho dor. Uma dor estúpida que me faz chorar sem controlo. Uma dor por alguém que esta cá mas que poderá não estar daqui a um tempo. Uma semana, um mês, um ano, cinco, dez, mas saber que a posso perder tem sido a minha dor ultimamente. Tem sido essa dor que me tem atormentado ultimamente mesmo sabendo que estou a ser a pessoa mais estúpida do mundo por me sentir assim....
Terça-feira, 28 de Junho de 2011
Sexta-feira, 24 de Junho de 2011
A ti Coimbra
Saí de Coimbra apenas à 5 dias e as saudades da cidade matam-me a pouco e pouco. Não falo da calma (aparente) ou das horas de ponta de 5 minutos, essas felizmente não me assolam por isso pouca falta sinto. Fazem-me falta as minhas docas, a minha baixa, andar de mão dada na Ferreira Borges, subir o quebra costas, partir os saltos dos sapatos nas calçadas irregulares, sentir as avenidas abertas e os becos apertados. Faz-me falta o meu penedo, onde a saudade desabrocha, a minha universidade onde ganhei novas alegrias. Fazem-me falta as paixões para sempre que duraram 1 minuto, o fado nas escadas e a alegria espontânea de todos.
Mas, apesar de tudo, sei que Coimbra estará daqui a poucas horas de braços abertos para me receber.
Mas, apesar de tudo, sei que Coimbra estará daqui a poucas horas de braços abertos para me receber.
Quinta-feira, 23 de Junho de 2011
Muitas vezes ouvi alguém dizer-me que o meu pai me protegia muito e não me mostrava a realidade, fazendo com que o meu mundo fosse uma espécie de redoma e que quando eu enfrentasse a realidade seria muito duro. Isso fez-me temer o futuro e até o presente tendo sempre a sensação que quando estava feliz algo de mau me iria acontecer. Hoje em dia felizmente já não penso isso e aprendi também com o meu pai que a felicidade é sempre relativa, para cima claro. Que depende da forma como encaras o que se passa na tua vida e que as coisas más podem ser boas se vistas de outra perspectivas. É aquilo a que hoje chamo, aceitar o que a vida me dá sem refilar.
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